Imagina olhar pra trás e dizer:
lembra de quando nos parabenizávamos
por cada hora dormida do dia?
nos parabenizávamos por conseguir descansar
ah, como nos importávamos
com a mais doce hora, da fuga, do sono e do descanso
Imagina ver de longe, todo o cansaço e pessimismo
Não pedir cura porque já se tem cura
Imagina, olhar para outra vida e se compadecer
Por um eu que busca paz em migalhas
E não é gratificado com nenhuma mudança absurda
Ai de ti!
É obrigado a andar devagar, tijolo por tijolo
só para quando cair... perder todos de uma vez
Imagina
Se ver de fora, em outro tempo
Talvez um sorriso bobo possa sair da banalização de dores passadas
Talvez haja saudade
Talvez fosse melhor lá
Imagina olhar para trás
só porque consegui ir para frente
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